Food For Thought

O que é?

Evento onde se juntam atuais alunos de Engenharia Biomédica e alumini / professores da área numa conversa informal de partilha de ideias e opiniões acerca do curso, saídas profissionais, mercado onde atuam e outros temas dos quais se ache interessante falar. Enquanto a conversa se desenrola, os participantes então à vontade para comer um lanche oferecido pela EMBS

Quando e onde?

Data: 15 de Março, quinta-feira
Local: Sala Q01
Horas: 18h30
Candidata-te aqui!

Diana Serrano

Vice-Chair

A Diana entrou para a EMBS-IST como freelancer. No ano seguinte, tornou-se Team Engagement Manager e membro ativo na direção continuando a ocupar atualmente o mesmo cargo. Tem como qualidade procurar uma razão para tudo, colocar o bem-estar das pessoas à frente de tudo e o principal defeito (ou não) é trabalhar muito melhor sobre pressão.

 

Diana joined EMBS-IST as a freelancer. The following year, she became Team Engagement Manager and an active member of EMBS-IST direction. This year, she still holds the same position. Her qualities are always trying to find a reason for everything and to put the well-being of the people ahead of everything else. The main defect (or not) is to work much better on pressure.

Carolina Caramelo

Colaboradora – Media

A Carolina entrou para a EMBS em 2017 para ocupar o cargo de colaboradora da Newsletter.
Motivada pelo seu gosto pela escrita e cultura, viu a EMBS como a oportunidade de aliar esta paixão com a área da ciência!
A liberdade criativa e o poder trabalhar com um grupo de pessoas dedicadas e inovadoras fizeram-na criar altas expectativas para este novo projeto.


Carolina joined EMBS in 2017 as a colaborer of the media. Moved by her passion to write and her interest in culture, she saw EMBS as an opportunity to ally this passion with science!
The creative freedom and the opportunity to work with a group of dedicated and innovative people made her create high expectations about this new project.

Afonso Raposo

Website

O Afonso entrou para a EMBS como colaborador do Tiny Big Brains em 2017. Atualmente assume um dos cargos de web developer.
No tempo livre programa por diversão.

 

Afonso joined EMBS in 2017 as part of the Tiny Big Brains team. Nowadays, he’s one of the web developing team members.
On his spare time, he enjoys coding.

Teresa Bucho

Website

A Teresa, estudante de engenharia biomédica, juntou-se à EMBS em Abril de 2017, para ocupar o cargo de Web Developer, aliciada pela possibilidade de integrar uma equipa dinâmica e de aprender algo mais! Tem um gosto particular por programação, porque estimula e desafia a mente.

 

Teresa, a biomedical engineering student, joined EMBS in April 2017, for the role of Web Developer, enticed by the possibility of integrating a dynamic team and learning more! Teresa has a particular fondness for programming because it prompts and challenges the mind.

 

Worker of the
Month de Fevereiro

Inês Oliveira

Colaboradora – Design

A Inês entrou para a EMBS-IST em 2017 como designer. Viu neste cargo a oportunidade de aliar o design à ciência, duas áreas que tanto a apaixonam. Ao fazer parte desta equipa pretende contribuir com a sua criatividade e perfeccionismo para que todas as iniciativas sejam divulgadas da melhor maneira!

Inês joined EMBS-IST in 2017 as a designer. She took this as an opportunity to associate design with science, both areas of her interest. As a part of this team she hopes to contribute with her creativity and perfectionism so people can get to know about every initiative in the best way!

Inês Silva

Coordenadora CoLab Sessions

A Inês juntou-se à EMBS-IST em 2016 para desenvolver e coordenar as CoLab Sessions, um projeto que ainda coordena.
Eterna adepta do moto “learn by doing” espera conseguir criar um espaço que dê a oportunidade aos alunos de experimentar um pouco das várias áreas para assim poderem definir melhor o seu percurso.
Em conjunto com uma equipa incrível de multitaskers foram criados + de 25 projetos em vários institutos de diversas áreas, desde engenharia de tecidos, a robótica e sinais.

 

Inês joined EMBS-IST in 2016 to develop and coordinate CoLab Sessions, a role that she still takes on today.
An avid adept of the motto “learn by doing” she hopes to create a space where every student has the opportunity to try a bit of every area and better figure out a future academic and/or career path.
As an incredible team of talented multitaskers the CoLabs team was able to develop more than 25 projects in partnership with different institutes in areas as diverse as robotics and tissue engineering.

 

Nuno Oliveira

Coordenador IST Enterprise Challenge

O Nuno juntou-se ao EMBS-IST em 2017, como um dos colaboradores da iniciativa “IST Enterprise Challenge”. Foi a sua crença de que as capacidades técnicas e teóricas adquiridas na universidade por si só não constituem uma formação sólida a um bom engenheiro, que o levou a integrar a equipa liderada pelo Rodrigo.
Acredita que é necessária uma maior aproximação entre os alunos e o mercado de trabalho, sendo o IST-EC uma excelente ponte para esse efeito.
Desde que entrou teve a possibilidade de contactar com inúmeras empresas, de aprender como desenvolver um projeto de raiz e aprimorar o seu trabalho de equipa.

 

Nuno joined the EMBS-IST in 2017 as one the IST Enterprise Challenge’s collaborators. Was his belief that technical and theoretical skills acquired at the University by itself does not constitute a solid engineer’s formation, that led him to integrate Rodrigo’s team. Believes that there is a need for a greater rapprochement between students and the labour market, being the IST-EC an excellent bridge for this purpose. Since joining he had the opportunity of contact numerous companies, to learn how to develop a project from scratch and to improve his teamwork.

Sara Cabeça

Colaboradora IST Enterprise Challenge

A Sara juntou-se à EMBS-IST em 2017 como colaboradora do Enterprise Challenge. Consciente que para haver progresso é necessário trabalho, ela decidiu juntar-se a esta equipa para ganhar experiência em trabalhar em equipa, para poder fazer algo para os outros através do conhecimento que lhe é transmitido.

 

Sara joined EMBS-IST in 2017 as a contributor to the Enterprise Challenge. Aware that work is needed to make progress, she decided to join this team to gain experience in teamwork, to be able to do something for others through the knowledge that is transmitted

Leonor Godinho

Coordenadora – Departamento de Eventos

A Leonor juntou-se à EMBS-IST em 2017 como colaboradora do Departamento de Eventos porque queria se envolver em novos projetos e desenvolver outras capacidades.

Leonor joined EMBS-IST in 2017 as a member of the Events’ Department because she wanted to be involved in new projects and develop other skills.

Rodrigo Graça

Chair

O Rodrigo entrou na EMBS como colaborador do Colab Sessions. Entretanto fundou o projeto IST Enterprise Challenge e, como Chair, co-fundou o Let’s Start Up, Bio!
Agora, aceitou o desafio de liderar a EMBS.
Durante o seu percurso nesta equipa aprendeu mais do que em qualquer outra experiência académica, e experienciou em primeira mão todo o planeamento e trabalho que é necessário para se levar avante um projeto desta natureza.
A sua principal motivação é proporcionar oportunidades de crescimento, tanto pessoal como técnico aos colegas, e tentando da melhor forma criar um impacto positivo tanto a nível social, como ambiental.

 

Rodrigo entered the EMBS as a collaborator of Colab Sessions. Meanwhile he founded the IST Enterprise Challenge and, already as a Chair of the EMBS, co-founded the Let’s Start Up, Bio!
Now, he accepted the challenge of leading the EMBS.
By belonging to the team of EMBS he learnt more than any other academic experience, and he experienced in first hand all the planning and work that is necessary to be performed in order to be successful in a project of this nature.
His main motivation is to provide opportunities for growth, at a personal and technical level to his peers, and also trying to have a positive impact in society.

Maria Beatriz Diniz

Colaboradora – EMBrace

A Beatriz candidatou-se à EMBS-IST em 2017 como colaboradora do EMBRACE, o departamento de voluntariado, de modo a estar mais disponível para os outros e para a sua faculdade.

Beatriz joined EMBS-IST as a member of EMBRACE, the volunteer work department, as a way to help others, specially her fellow students.

Sarah Magalhães

Colaboradora – EMBrace

A Sarah juntou-se à EMBS em 2017. Devido ao seu interesse pessoal em ajudar as pessoas mais necessitadas, decidiu entrar na equipa “EMBrace” onde ajuda na organização de atividades de voluntariado.

Sarah joined EMBS in 2017. Because of her personal interest in helping people who need attention and care, she decided to join the team “EMBrace” in which she helps the organization of volunteer activities.

Marta Alves

Coordenadora – EMBrace

A Marta entrou na EMBS em 2017 como colaboradora do EMBrace. No presente ano letivo passou a ser coordenadora dessa mesma iniciativa onde tem a oportunidade de coordenar uma equipa que desenvolve projetos de cariz social que acredita terem impacto na vida das pessoas às quais estes se dirigem.

 

Marta joined EMBS in 2017 as a collaborator of EMBrace. This year, she became coordinator of that initiative. She has the opportunity to coordinate a team that develops social projects that she believes to have a positive impact on other people’s lives.

Worker of the
Month de Abril

Mafalda Santos

Colaboradora – Departamento de Eventos

A Mafalda entrou na EMBS-IST em 2017 como colaboradora do Departamento de Eventos, que é responsável pelo planeamento e organização de eventos como workshops, Caixa de Pandora e Food For Thought.
Motivada pelos resultados do seu trabalho, ao ver que tudo decorre como planeado e que ajudou ou fez algo útil para outras pessoas. Tem como qualidades perfeccionismo, persistência e paciência, o que justifica o desejo de se fazer tudo de forma correta. Gosta de conhecer pessoas novas, estar em contacto com elas e trabalhar em equipa.

 

Mafalda joined EMBS-IST in 2017 as a member of the Events’ Department which is responsible for planning e organizing events such as workshops, Pandora’s Box and Food For Thought.
Motivated by the results of her work, when seeing that everything goes as planned and she helped or did something useful to other people. She has as qualities perfectionism, persistency and patience, which justifies her desire of doing everything correctly. Likes meeting new people, being in touch with them and working in a team.

Ana Glória

Colaboradora do IEEE-IST SB

A Ana Glória entrou para o IEEE Student Branch em 2017, pretendendo, enquanto colaboradora, contribuir não só para a divulgação e promoção da ciência nas suas diversas áreas, mas também para toda a aprendizagem de conhecimento útil à formação pessoal e profissional dos seus colegas, alunos do IST. Espera conseguir estar à altura do desafio, através de trabalho árduo, realizado com gosto e tem a certeza que o percurso que vê pela frente vai favorecer o seu desenvolvimento enquanto aluna e pessoa.

Mónica Paiágua

IEEE IST SB Secretary

A Mónica começou a colaborar com o IEEE-IST SB em 2016, tendo entrado oficialmente para a equipa como Vice-Chair da WiE – Affinity Group no ano lectivo seguinte.Este ano letivo pertence à direção do IEEE IST SB, ocupando o cargo de secretária. É motivada, gosta de novos desafios e de criar novas oportunidades interessantes e inovadoras ao lado do IEEE que invistam na promoção da tecnologia e da engenharia.

Joana Antunes

Chair do IEEE-IST SB

A Joana é finalista do curso de Eng.Mecânica e começou a colaborar com o IEEE-IST em 2016, tendo entrado oficialmente para a equipa como Chair da WiE – Affinity Group no ano seguinte. Durante esse período, agiu de forma a promover um ambiente diversificado de ideias e opiniões inovadoras nos eventos que realizou. Finalmente, aceitou o desafio de liderar o Student Branch para o ano lectivo 2018/19, motivada pelo crescimento pessoal que esta oportunidade lhe iria proporcionar. O seu maior objectivo como Chair passa por trabalhar para o desenvolvimento de iniciativas e projectos inovadores nos domínios que faltam à educação académica dos alunos do IST

Cláudia Diniz

Vice-Chair da IEEE-IST SB WiE

A Cláudia juntou-se ao SB do IEEE-IST, em 2017, como colaboradora da WiE, tendo-se tornado Vice-Chair deste Affinity Group no ano lectivo seguinte, cargo que ainda ocupa.
Consciente das desigualdades de género, que, até aos dias de hoje, se têm mantido presentes no mundo laboral e científico, considera crucial fomentar debates acerca da igualdade no mundo da engenharia, de modo a desconstruir, aos poucos, a tradicional imagem da mulher neste meio, numa mais realista, a qual demonstra como as mulheres são empreendedoras e
capazes.

Ana Brandão

Chair da IEEE-IST WiE

A Ana juntou-se ao IEEE IST Student Branch no início do ano letivo 2017/2018, mais precisamente à WIE, sendo que até ao momento é de destacar a sua participação no evento Wiempreendedor. O que mais motiva a Ana a dedicar-se a este grupo é a sua vontade de fazer a diferença, querendo com esse intuito fomentar o debate sobre a questão da igualdade entre entre os membros da comunidade estudantil, cientifica e empresarial da área da Engenharia. Estando no último ano de engenharia biomédica está pronta para abraçar o desafio de ser chair da Wie!

Inês Jacob

Coordenadora do IEEE-IST SB TISP

A Inês Jacob, estudante do 3º ano de Engenharia e Gestão Industrial, juntou-se ao IEEE em 2017, com o objetivo de não só desenvolver projetos desafiantes e que têm interesse à comunidade estudantil, como também de melhorar as suas soft skills e ganhar experiência em trabalho de equipa.

Beatriz Rodrigo

IEEE-IST IAS Chair

A Beatriz entrou no IEEE IST – SB no início do ano letivo 2017/2018, tendo ingressado na IAS enquanto colaboradora e sendo de momento Chair. Desde a sua entrada, tem vindo a desenvolver diversos projetos, como workshops de soft e hard skills e company visits. O desejo de aproximar os estudantes à industria e a certeza em como o trabalho em equipa é fundamental no seu crescimento e desenvolvimento, tanto a nível pessoal como académico, foram as suas maiores motivações para entrar na IAS.

Daniel Baptista

Colaborador da IEEE-IST IAS

O Daniel é um membro recente do IEEE, tendo-se juntado em Agosto de 2017. É um dos membros fundadores da IAS do campus da Alameda, os quais têm vindo a tentar, desde então, dar a conhecer esta secção do IEEE. O Daniel partilhou este interesse no IEEE e em de facto fazer parte dele com um amigo, desde o início do seu período universitário. Mas, como estavam em faculdades diferentes, o seu amigo acabou por ir com essa ideia para a frente e o Daniel não. Felizmente, há pouco tempo as coisas mudaram!

Diogo Ferreira

Colaborador IEEE-IST SB WiE

O Diogo entrou para o IEEE no final do seu primeiro ano de faculdade, pois procurava uma organização que o pudesse ajudar a desenvolver as suas capacidades de trabalho em equipa, gestão e resolução de problemas. Desde que está no IEEE só tem vindo a descobrir que esta associação se adequa mais ao que ele queria e quer do que esperava. É com muito orgulho que pode dizer que é um dos seus pilares de aprendizagem nesta fase da sua vida!Tem interesse em encontrar soluções para os problemas de disparidade de gênero sem prejudicar o avanço social e cientifico da humanidade.
E também tornar o contributo da mulher no mesmo mais intenso e natural

Mariana Salema

Tesoureira do IEEE IST SB

A Mariana frequenta o último ano da licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial e juntou-se ao IEEE porque, desde que entrou no Técnico sentiu que este era o núcleo que proporcionava um maior potencial de crescimento aos seus membros.
Entrou inicialmente como colaboradora da IAS na qual teve a oportunidade de posteriormente ser Chair e de adquirir experiência na liderança e espírito de equipa. Atualmente desempenha o cargo de Tesoureira da direção.
Para a Mariana estar no IEEE tem-se tornado num desafio bastante proveitoso uma vez que enquanto desenvolve novas tarefas tem também a oportunidade de estabelecer novos contactos com outros SB de Portugal e do mundo.

Luis Freixinho

Colaborador da IEEE-IST CS

Tendo-se juntando no final de 2014 ao IEEE-IST Student Branch, mais concretamente à CS, o Luís procurava ocupar parte do tempo seu livre, motivado pela liberdade criativa proporcionada pelo SB, o qual lhe permite promover actividades de partilha de conhecimento dentro da sua área de estudo, a Engenharia Informática.
Ao longo destes anos, conseguiu expandir a sua network a nível nacional e internacional, vindo a conhecer múltiplos grupos de trabalho com bastante iniciativa e vontade de inovar, ensinar e aprender e que hoje considera entre os seus amigos.
Assim, o contacto com as pessoas e a sua contribuição criativa são os aspetos que mais o estimulam a continuar na CS.

Daniel Leitão

Colaborador da IEEE-IST CS

O Daniel juntou-se ao IEEE-IST em 2017, como colaborador da Computer Society. Sempre pronto para encarar um desafio novo, aceitou participar numa nova e restruturada equipa, pois acredita que será capaz de contribuir não só através da exploração de novas ideias, mas também do desenvolvimento de antigas concepções.

José Ferrão

Colaborador da IEEE-IST CS

Atual aluno de Engenharia Informática e de Computadores no Taguspark, é membro do IEEE Student Branch desde setembro de 2017 como colaborador da Computer Society. Desde que entrou tem ajudado a organizar a habitual Code Night, a Linux Install Party e Workshops diversos durante a semana do IEEE. Inicialmente, juntou-se ao IEEE, por o entender como forma de aliar as suas competências técnicas e teóricas, aprendidas durante o curso, a projetos e ideias com uma maior abrangência do que aquela que um curso de engenharia proporciona. Atualmente, sabe que ser membro do IEEE possibilita muito mais do que isso: desenvolve o sentido crítico de cada um e a camaradagem entre membros.

Cátia Fortunato

Secretária do IEEE-IST SB

Cátia juntou-se ao IEEE-IST como colaboradora da atividade TEDxISTAlameda, no ano de 2015/2016. Motivada pela apoio ao avanço tecnológico e crescimento pessoal que o Student Branch proporcionava, decidiu continuar na organização como Vice Chair da EMBS, onde se manteve durante um mandato. É, atualmente, secretária e tesoureira do Student Branch.
Tem um grande gosto pela ciência e pela tecnologia, e procura sempre saber mais sobre todos os assuntos!

Mariana Falcão

IST-MedEngine Colaborator

A Mariana juntou-se à EMBS-IST em abril de 2017 como colaboradora na equipa do Bio(Hack) Projects, porque tinha uma enorme vontade de ajudar os alunos a fazerem projetos inovadores, que fossem para além da vida de estudante universitário. Atualmente é a coordenadora do Bio(Hack) Projects e tem como objetivo principal criar um ambiente onde os alunos tenham possibilidade de abrir asas e inovar!


Mariana joint EMBS-IST in April 2017, as a collaborator on the Bio(Hack) Projects Team. Her main motivation to join EMBS was her willingness to help students to do innovative projects, which would go beyond the student life. Currently she is the new Bio(Hack) Projects Team coordinator and her main goal is to create an environment where students can open their wings and innovate!
events.

Margarida Pinho

Vice Chair do IEEE-IST SB

Tendo entrado para a equipa da EMBS-IST em 2016, colaborou no planeamento e organização de eventos como workshops e o Food For Thought. Em 2017, assumiu o cargo de Vice-Chair do IEEE IST Student Branch.
Juntou-se ao IEEE por acreditar que a partilha de conhecimento leva ao desenvolvimento de competências importantes para a vida académica, profissional e pessoal.
Constantemente motivada pela vontade de aprender, encara o seu papel no IEEE como um meio não só de crescimento pessoal mas de criação oportunidades para todos os alunos do IST. Acredita que o esforço aliado à criatividade e trabalho em equipa determinam o sucesso de um projeto!

Mariana Martins

Coordenadora – Design

A Mariana entrou para a EMBS em 2017 para ocupar o cargo de colaboradora do design, tendo visto a EMBS como uma oportunidade para desenvolver o seu lado mais criativo. Durante o seu percurso, aprendeu os desafios que estão por trás da divulgação das iniciativas de um núcleo. Em 2018 tornou-se coordenadora do Departamento do Design, onde tem a oportunidade de coordenar uma equipa de designers e ajudar gerir a comunicação com os outros departamentos. Tem como objetivo melhorar a imagem da EMBS de forma a torná-la mais consistente, criativa e apelativa.

 

Mariana joined EMBS in 2017 as a designer. She saw EMBS as an opportunity to develop her creative side. During her journey, she learned the challenges that come with events and projects advertising. In 2018, she became coordinator of the Design Department where she has the opportunity to coordinate a team of designers and help manage the communication with the other departments. She aims to improve the image of EMBS in order to make it more consistent, creative and appealing.

Worker of the
Month de Março

1. Fala-nos um pouco do projecto em que estiveste inserida.
O projeto em que estive envolvida consistiu, numa fase inicial, na segmentação de imagens obtidas por microscopia eletrónica de duas células sob diferentes condições experimentais, nomeadamente com e sem o efeito de um dado medicamento. Numa segunda fase, as estruturas tridimensionais dos organelos celulares obtidas da segmentação foram manipuladas num software de modelação 3D, tendo sido feitas, ainda, animações das estruturas de ambas as células. O objetivo foi, então, criar modelos digitais a três dimensões de ambas as células de modo a poderem ser feitas comparações entre as mesmas e tirar conclusões sobre os efeitos do medicamento em questão.


2. Como soubeste dos CoLabs e como foi o processo da escolha do estágio?
Soube das CoLabs pela divulgação através de redes sociais. O processo da escolha do estágio foi relativamente fácil, pois o projeto em que participei foi dos que mais chamou a minha atenção por combinar duas áreas do meu interesse (a biologia celular e a manipulação digital) e, por isso, vi neste projeto uma boa oportunidade para mim. Concluí também que este estágio seria o mais adequado às minhas capacidades e à minha disponibilidade, daí a minha decisão final.


3. É difícil conciliar o Técnico e o estágio?
Não acho que tenha sido muito difícil conciliar o IST e o estágio. O trabalho que fiz para o projeto foi sempre no iMM (uma vez por semana), tendo em conta que é lá que está o equipamento adequado para trabalhar, pelo que apenas dediquei 3 horas por semana ao estágio.


4. De que forma é que a experiência foi importante para ti?
Nunca tinha feito um estágio, por isso foi um excelente primeiro contacto que tive com o meio profissional e com mundo da investigação. Nesse sentido, acho que ganhei alguma experiência e conhecimentos que a formação académica não conseguiria proporcionar. Por outro lado, gostei muito de participar neste projeto, sinto que foi um privilégio para mim poder dar um contributo a este trabalho de investigação tão interessante e que vai mais além do que o percurso que eu realizei e acompanhei.


5. Imaginas-te a trabalhar nesta área no futuro?
Ainda não tenho a certeza da área que quero seguir no futuro, mas esta é uma área que sempre me despertou o interesse e, neste momento, é definitivamente uma área que pondero seguir.


6. Que conselhos darias a alguém que está a pensar candidatar-se?
Acho que o conselho que daria a alguém que pense candidatar-se é escolher, obviamente, uma área que seja realmente do seu interesse, dedicar-se ao projeto da melhor maneira que conseguir e aproveitar ao máximo todo o conhecimento que o tutor tem para dar. Com isto, e se tiverem a sorte que eu tive com as pessoas com quem trabalhei, é sem dúvida uma experiência que vale a pena.

1. Fala-nos um pouco do projecto em que estiveste inserido.

O projeto em que participei consistia no estudo da motilidade de bactérias que vivem em simbiose com corais. Participei num estudo de mobilidade como um primeiro passo para melhor entender como se processa o estabelecimento da simbiose entre a bactéria e o coral hospedeiro.

Para a realização deste estudo, fizemos primeiro inoculações, apenas no centro, de dois tipos de placas: umas com uma concentração de agar de 0.3% e outras com 1.5%. Em 1.5% de agar, as bactérias não têm a hipótese de se movimentar (habilidade de nadar, no fundo), enquanto num meio com 0.3% de agar este comportamento já é possível. Comparando os raios de crescimento em cada tipo de placa, para cada estirpe analisada, podemos determinar se apresenta motilidade ou não.

Para tentar explicar os resultados (que submetemos também a testes estatísticos) fizemos ainda uma breve análise genómica, explorando partes do genoma relacionadas com produção e regulação da atividade flagelar, assim como zonas do genoma relacionadas com quimiotaxia.


2. Como soubeste das CoLab sessions e como foi o processo da escolha do estágio?

Soube dos CoLabs graças à divulgação por email do Núcleo de Engenharia Biológica, e fui motivado a participar por amigos que sabem que gosto da área da investigação.

Escolher o estágio foi algo complicado. Tinha interesse em 3 estágios diferentes, e a escolha final passou por um misto de interesse no tema e proximidade do local de estágio. Não arranjava nada mais perto do que no próprio Técnico, não é? Para além disso, o assunto do funcionamento flagelar e de todo o processo de motilidade é, para mim, bastante interessante.


3. Foi difícil conciliar o Técnico e o estágio?

Para mim, não de todo. O grupo em que me inseri foi bastante compreensível com o meu horário limitado para o projeto, e extremamente flexível para organizar o trabalho à volta da minha disponibilidade, sem nunca prejudicar o meu semestre.

Podem haver momentos mais complicados do que outros, e certamente dependerá do modo como o grupo que nos recebe em estágio trabalha. Creio, no entanto, que é fácil de conciliar, principalmente para quem realmente gostar do que estiver a fazer.


4. De que forma é que a experiência foi importante para ti?

Já há bastante tempo que considero a área da investigação como o caminho profissional que quero seguir, mas nunca tive um verdadeiro contacto com a área, até agora. Foi para mim uma experiência bastante importante, na medida em que aprendi realmente do que se trata a investigação, qual é a dinâmica de um grupo que se dedica ao trabalho académico, como se processam as escolhas de protocolos e de novas experiências científicas, entre muitas outras pequenas e grandes coisas. Não esquecendo, claro, os novos contactos, conhecimentos e experiência profissional que ganhamos.


5. Imaginas-te a trabalhar nesta área no futuro?
Na área de investigação? Certamente. Quanto à área específica da microbiologia ambiental, consigo imaginar-me, mas não sei se é exatamente a área que procuro. Gostei imenso do projeto e da experiência, mas tenho gostos em áreas diversas que ainda não explorei nem conheço o suficiente para tomar uma decisão.


6. Que conselhos darias a alguém que está a pensar candidatar-se?

Se queres saber o que é trabalhar na área da investigação, candidata-te. Com a organização certa e estabelecendo uma comunicação forte com o teu orientador(a), consegues arranjar facilmente forma de conciliar o técnico e o estágio. Também aconselho a escolher bem o estágio a que te candidatas. Se acabares por entrar num projeto que não te interessa, vai ser algo doloroso tanto para ti como para o grupo que te recebeu, que te vê desmotivado. Decide com calma e depois de veres todas as opções.

Arrisca! Eu arrisquei e definitivamente não me arrependi!


1. Fala-nos um pouco do projecto em que estiveste inserida.

Eu estive envolvida num projeto no campus do Tagus Park em que acompanhei o trabalho de uma investigadora do Stem Cell Engineering Research Group, a Cláudia Miranda. Ela está a estudar a formação de agregados celulares; a otimizar condições, a testar vários meios; para depois observar como é que estas células pluripotentes se diferenciam em células do miocárdio e do sistema nervoso. O meu trabalho era ir acompanhando o trabalho dela.


2. Como soubeste das CoLab Sessions?

Eu soube das CoLab sessions pela Inês Silva, que é do meu curso. Já estava atenta porque umas amigas participaram no semestre anterior e desde então que me queria inscrever.

 

3. Que conselhos darias a alguém que está a pensar candidatar-se?

Leiam os projetos, vejam quais é que vos interessam e não tenham medo de se candidatar porque, apesar de exigir um bocadinho de organização, a experiência vale mesmo a pena.


4. Então não foi difícil conciliar o Técnico e o estágio?

Não, acho que não.


5. De que forma é que a experiência foi importante para ti?

Foi muito importante porque, como gostei tanto da área, decidi que é nela que quero fazer a tese. Até já falei com o tutor do projeto que me indicou alguns sítios em que posso realizar a tese nesta área.


6. Portanto imaginas-te a trabalhar nesta área no futuro?

Sim, claro!

Hugo Silva

Researcher at Instituto de Telecomunicações, professor at EST/IPS and co-founder of PLUX

Hugo believes he’s one of the few lucky people that can say he worked very few days in his life… not because of lack of a job (fortunately), but because when you do stuff you love and you’re passionate about almost every single day, there’s no boundary between what’s work and what’s just pure fun.




PhD (2015) and MSc (2007) in ECE from the IST/UL, Hugo is a researcher at IT – Instituto de Telecomunicações since 2004 and a Professor at EST/IPS – Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Setúbal since 2016. He is also one of the co-founders of PLUX, established in 2007 as technology-based company operating in the field of biomedical devices for healthcare and quality of life
.
More recently, Hugo has been actively working (i.e. having fun) towards making the world a bit more physiological through BITalino, an open source software and low-cost hardware toolkit, that allows anyone from students to professional app developers, to create cool projects and applications with physiological sensors.

 His main interest areas include biosignal research, system engineering, signal processing, and pattern recognition.


His work has been recognized in several occasions, which include the “Best Industrial and Enabling Tech” award at the European Commission’s Innovation Radar Prize in 2017 and the 1st place at the Ordem dos Engenheiros Young Engineer Innovation Award in 2015, just to name a few. Hugo is an IEEE Member since 2010, affiliated with the IEEE Engineering in Medicine and Biology Society, and currently the secretary of the IEEE EMBS Portuguese Chapter.

Mariana Ferreira

PhD student

Mariana started MEBiom in 2010, as one more student who ends high school liking biology and physiology as much as mathematics and physics. She liked the course curriculum and the comprehensiveness of the subjects approached each semester.

Talking with colleagues who had finished the course and were starting to work gave her a better idea of the job opportunities for a biomedical engineer in Portugal and helped her discover that she would like to work in scientific resarch about biological problems.
She started by doing a summer internship in the Bioinformatics and Computation Biology laboratory in Instituto de Medicina Molecular, where it is being studied how splicing is affected by disease, using data generated all over the world, available publicly.

Her master’s thesis was done at the same laboratory, working with the same type of data, but with the objective of understanding how the splicing mechanism is altered during neuronal development. In 2017 she started a PhD in which she is trying to clarify the function of intron retention in the stress response of the cell.

Pedro Aparício

Senior business analyst at A.T. Kearney

Pedro Aparício is currently a senior business analyst at A.T. Kearney, a global management consulting firm. Pedro and his teams develop business solutions in different areas, such as healthcare, energy, telecommunications and transportation. Before entering A.T. Kearney, Pedro has been a healthcare technology analyst at South East Health Technologies Alliance (SEHTA) in London, a visiting assistant in research in the continuum biomechanics laboratory at Yale University, and the president of the Portuguese Association of Researchers and Students in the UK (PARSUK). Pedro has an MSc in Biomedical engineering and a PhD in Systems Biology from the University of Oxford, and is an alumnus from IST.

Rui Lourenço

Business Assurance do Hospital CUF Descobertas

“À semelhança de todos vós, escolhi ingressar em Eng. Biomédica, em 2011, porque sempre gostei de diversas áreas curriculares, como Biologia, Matemática, Física e Gestão. Quando conclui a minha licenciatura, em 2014, apercebi-me que já tinha aprofundado alguns conhecimentos em três das minhas quatros áreas de interesse, faltava-me assim, explorar a Gestão. Assim, ingressei em Eng. Clínica.

Em 2016, desenvolvi a minha tese de mestrado em parceria com grupo José de Mello Saúde, no qual desenvolvi um modelo matemático para a localização de uma central logística do grupo. Nesse mesmo ano, ingressei no programa de trainees da José de Mello, que me permitiu ter um conhecimento muito transversal do grupo. Estive em duas direções específicas: Businesses Assurance e Direção de Produção do Hospital CUF Descobertas. Atualmente, encontro-me no Business Assurance, no qual desempenho função de business analyst – estudar pontos de melhoria do negócio, reports, trabalhar dados, entre outros.

Paralelamente, desde 2015 que invisto em imobiliário, fundei assim as “Casas Estrela”, uma unidade de turismo rural em pleno parque Natural da Serra da Estrela, a 1200 m de altitude. Neste momento sou responsável por seis casas, com capacidade para 60 pessoas e a perspetivas é de crescimento.”

Joana Pinho

Equipa de Cardiologia e Electrofisiologia na Johnson & Johnson Medical

Entrei em Engenharia Biomédica em 2010, quando ainda era um curso relativamente recente e pouco se sabia sobre as suas oportunidades profissionais.

Entre as várias áreas diferentes que estudei gostei bastante das eletrónicas e matemáticas, mas interessei-me particularmente pela Medicina Regenerativa e Engenharia de Tecidos. Como consequência, optei por seguir esse mesmo perfil de Mestrado e dediquei o meu projeto de Tese ao estudo do desenvolvimento neuronal a partir de células estaminais pluripotentes. Esse mesmo projeto tem continuado no Técnico Lisboa – Tagus Park pelos membros do grupo de investigação Stem Cell Engineering Research Group, com potenciais resultados promissores e aplicações futuras em doenças Neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer.

Após terminar o curso surgiu a oportunidade de ir fazer um estágio para uma empresa de consultoria – a Accenture – e quis experimentar. No entanto a minha motivação profissional, muito impulsionada pelo curso é participar no desenvolvimento e inovação de tecnologias na área da saúde e traz-me grande satisfação profissional e pessoal ter algum contributo na melhoria dos cuidados de saúde dos pacientes. Neste sentido, procurei e agarrei a oportunidade de me juntar à Johnson & Johnson Medical, um grupo de companhias dedicado ao desenvolvimento dos cuidados de saúde e do bem-estar, sendo líder no desenvolvimento de dispositivos médicos inovadores em várias áreas da saúde.

Eu faço parte da equipa da área de Cardiologia e Electrofisiologia e trabalho diretamente com médicos e profissionais de saúde em procedimentos de diagnóstico e tratamento de arritmias cardíacas. Não só apresento os nossos produtos e softwares mas também dou suporte técnico e clínico durante os procedimentos nos hospitais. Ao fim do dia, a minha motivação vem de saber que dedico o meu trabalho a melhorar a vida de pessoas.

Valentina Carvalho

Coordenadora – Media 

A Valentina entrou para a EMBS em 2015 para ocupar o cargo de colaboradora da EMBrace potenciada pela necessidade de ajudar os outros, e praticar o bem. Contudo no ano de 2017, motivada pelo desafio e novas experiências, mudou-se para a secção dos media, sendo colaboradora da Newsletter. Tem como objectivo por-se à prova, dar a conhecer a sua opinião e cativar os leitores para assuntos do foro científico e social, que são dois dos seus maiores interesses.

Valentina joined EMBS in 2015 as EMBrace’s collaborator, motivated by helping the society in general, but specially the ones that more need. However in 2017, motivated by the challenge and looking for new experiences, went to the media sector, in order to write some news/articles for the Newsletter. The purpose of this shift was to test herself, make known her opinion and to captivate the readers for scientific and social subjects, since these two are her greater interests.

Alexandre Salústio

Communications

O nome que me deram à nascença foi Alexandre. O Grande, como dizia o meu avô. E foram, talvez, acusações semelhantes de “grandeza”, “potencial”, “autenticidade” ou “capacidade” que me foram movendo a corresponder às expectativas. É esse o meu grande motor, de fazer jus às metas que A) me dão e B) me dou a mim mesmo. O defeito de me sobrecarregar com iniciativas ainda continua a assombrar a minha eficácia em responder a tudo e a todos com a qualidade que desejo. Mas o enorme gosto em ver projectos terminados e estar com PESSOAS é a minha cavalaria na grande batalha do querer fazer coisas diferentes. Acredito num mundo em que as pessoas têm e põe em prática diversos tipos de inteligência e faculdades. A EMBS tornou-se uma forma crua desse meu pequeno sonho. Espero “acordar” e continuar a ver o mesmo.

And they gave me the name Alexandre. “The Great”, as my grandpa used to say. And (maybe) some similar accusations of “greatness”, “potential”, “authenticity” and “capability” were and are the ones which drive me to reach everyone’s expectations. That is my engine, to bring justice to the goals that (A) I am given and (B) I give to myself. But still my continuous self-overloading with new initiatives haunts my effectiveness in responding to everybody and everything with the quality I desire. Nonetheless, the great happiness in seeing projects being finished and spending time with PEOPLE is the cavalry that handles the battle of wanting to do so many different things. I believe in a world where people have and practice a bunch of distinct intelligences and talents. EMBS turned out to be a small projection of this little dream of mine. I hope to “wake up” and see everything is still the same.

Mariana Gomes

IST-MedEngine Coordinator

A Mariana é aluna de Engenharia Biomédica e entrou para a EMBS, em 2017, como colaboradora do departamento de iniciativas Bio(Hack) Projects, onde ajudou os alunos de Engenharia Biomédica a integrarem-se em projetos orientados por professores. No entanto, no início de 2018, esta iniciativa sofreu algumas alterações no seu conceito e objetivo, tornando-se o IST-MedEngine, da qual foi convidada para ser coordenadora.
Para ela, o conhecimento académico não é o único benefício de poder frequentar uma faculdade. É também uma oportunidade para desenvolver outras competências de gestão de tempo, saida da zona de conforto e de comunicação com profissionais de Saúde e Engenharia, que acredita que desde cedo devem trabalhar próximos uns dos outros para que o desenvolvimento tecnológico na Medicina progrida no mesmo rumo.


Mariana is a Biomedical Engineering student that joined EMBS in 2017 as colaborator of the iniciatives department Bio(Hack)Projects, where she helped some students of Biomedical Engineering to join in teacher-led projects. In the beginning of 2018, this iniciative changed and became the IST-MedEngine. She was invited to be the coordenator of this.
For her, the academic knowledge is not the only benefit to be in a college. It is also an oportunitty to develop other skills of time management, get out of confort zone and comunicate with Health and Engineering professionals, which believes that since early should work together in order to improve the technological development in Medicine.

Worker of the
Month de Junho

 

António Vaz Carneiro tem 40 anos de experiência profissional, é médico especialista em Medicina Interna, Nefrologia e Farmacologia Clinica e professor na FMUL. É responsável pela criação e direção do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência e acredita que “Nenhuma terapia alternativa tem qualquer base científica, com exceção da acupuntura médica”.

José Choy nasceu em Macau, estudou Medicina Convencional na FMUL e tornou-se médico aos 25 anos. Desde há cerca de 20 anos que se dedica à prática e ao ensino da medicina tradicional chinesa e, em conjunto com o seu irmão Pedro Choy, tem uma vasta rede de consultórios de Medicina Chinesa em Portugal.

IST-MedEngine Colaborator

A Catarina juntou-se à EMBS-IST em maio de 2018, como colaboradora da iniciativa IST- MedEngine. Ao longo do seu percurso académico tem sentido que há muito mais a conhecer para além dos conhecimentos adquiridos na universidade o que levou a que uma das suas maiores motivações ser a possibilidade de fazer parte da ligação entre a Medicina e a Engenharia, promovendo palestras e projetos que motivem os alunos e lhes deem a conhecer uma realidade mais prática e mais perto da vida profissional.

 

Catarina joined EMBS-IST in May 2018 as a collaborator of the IST-MedEngine initiative. Throughout her academic career she has felt that there is so much more to know beyond the knowledge acquired in the university. This has led to one of her major motivations: the possibility of being part of the connection between Medicine and Engineering, promoting lectures and projects that motivate the students and show them a more practical reality as well as a reality that is closer to the professional life.

É professor no Instituto Superior Técnico, membro senior do IEEE desde 2011 e membro do Bio Imaging and Signal Processing Technical Committee (BISP-TC) da Sociedade de Processamento de Sinal do IEEE. A sua principal área de estudo consiste no processamento de sinal e imagem médica e biológica, quantificação biológica de imagem e processamento de sinal biomédico para avaliação emocional e cognitiva. Também está envolvido em vários projetos ligados à área.

É atualmente responsável pela unidade funcional de cirurgia esofagogástrica do departamento de Cirurgia Geral do Hospital de Santa Maria e o tratamento de tumores sempre foi o seu grande objetivo da sua atividade clínica hospitalar. Viajou pelo mundo em busca das melhores competências para salvar vidas e descreve o seu trabalho de “gratificante quando corre bem”.

Daniela Eloi

IEEE-IST IAS Vice-Chair

A Daniela, estudante de Engenharia e Gestão Industrial, juntou-se à IAS em agosto de 2018, como colaboradora. Percebendo que o IEEE é um núcleo com muito potencial e que lhe dará muito que aprender, passou a vice-chair da IAS em outubro de 2018. Os seus grandes objetivos são desenvolver as suas soft skills e a sua capacidade de organizar eventos. A Daniela espera não só deixar o seu contributo no IEEE, como levar do IEEE uma mais valia para a sua vida profissional e pessoal.
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Sofia Simões

IEEE-IST IAS Collaborator

A Sofia, estudante de Engenharia Informática e de Computadores, entrou para o IEEE-IST Student Branch no início do ano letivo 2018/2019. Juntou-se ao IEEE pois queria ter um papel mais ativo na comunidade escolar e ajudar no desenvolvimento de iniciativas e eventos inovadores que proporcionem aos alunos uma aproximação com o mundo empresarial. Ao mesmo tempo acha que este é o núcleo certo para desenvolver as suas soft skills que serão imprescindíveis na adaptação ao mercado de trabalho.

Lara Ramos

IEEE-IST IAS Collaborator

A Lara, estudante de Engenharia e Gestão Industrial, é uma aquisição recente na equipa do IAS, tendo-se apenas juntado a esta organização em 2018. No entanto, desempenha as suas funções como colaboradora com o entusiasmo e prontidão que pautam o IAS. Os seus objetivos, ao incluir o IAS no seu percurso são o desenvolvimento do espírito de equipa, entreajuda e também um pouco de networking, de forma a tornar-se um membro valioso da sociedade.

Afonso Silva

IEEE-IST IAS Collaborator

O Afonso, estudante de Engenharia e Gestão Industrial, faz parte da IAS desde 2017, sendo que, como colaborador, entrou neste núcleo para tentar desenvolver soft skills e traços importantes como trabalho em equipa e organização.Indubitavelmente, o balanço feito é bom, visto que todos os projetos realizados por este núcleo são desafiantes a vários níveis. De facto, o desejo de disseminar a engenharia pelas várias escolas em Portugal foi decisivo para a sua entrada no Tisp.

Carolina Vaz

IEEE-IST IAS Collaborator

A Carolina juntou-se ao IAS no início do ano lectivo de 2018/2019. Já teve oportunidade de participar em alguns projectos como o IEEE WEEK. A sua principal função é divulgar os eventos que a IAS organiza ou promove. Entrou para o IEEE com o objectivo de realizar projectos que liguem a aplicação da formação académica, mundo do trabalho, à comunidade estudantil e para além disso, melhorar as suas soft skills e aumentar a capacidade de trabalho em equipa.

Mariana Silva

IEEE-IST IAS Collaborator

A Mariana, pode-se ter juntado a IAS apenas em 2018, mas é um membro dinâmico e ativo na realização de eventos e promoção desta organização. Traçando um rumo bem definido, a Mariana sentiu que a IAS era o chapter que mais margem de crescimento e expansão de horizontes lhe dava.

David Santos

IEEE-IST IAS Collaborator

O David, estudante de Engenharia e Gestão Industrial, juntou-se ao IAS em agosto de 2018, por ver no IEEE uma grande fonte de enriquecimento pessoal. Ao colaborar com o IEEE espera conseguir evoluir as suas soft skills, aprender com os eventos, workshops e formações organizadas e ainda adquirir conhecimentos de web development, por ser este o seu cargo no IAS.

A Re-food é uma organização independente, orientada por cidadãos, 100% voluntária, uma comunidade de caridade eco-humanitária, que trabalha para eliminar o desperdício de alimentos e a fome em cada bairro.

 

O CASA tem como missão auxiliar aqueles que se encontram em situação de Sem-Abrigo, que integrem Famílias em Risco ou Famílias Carênciadas, através de ações de solidariedade social, disponibilizando um contacto próximo, bens alimentares, artigos de vestuário e serviços de reintegração social, independentemente do estrato social, etnia, religião ou género.

O Serve the City é uma rede de voluntariado, que procura mobilizar pessoas de todas as condições e convicções para uma cidadania activa, responsável e de proximidade.

Integra uma rede mundial de organizações locais em mais de 80 cidades em todo o mundo. É frequentemente parceiro de empresas, escolas, associações, comunidades de fé, etc. nas suas acções de responsabilidade social.

          O dia mais incentivo ao consumo chegou. Os ânimos intensificam-se, o desejo reforça-se, a adrenalina sobe.  A sexta feira em que a racionalidade do povo é suspensa.

 

Nos tempos que correm deparamo-nos cada vez mais no nosso dia-a-dia com preocupações sociais e ambientais que surgem freneticamente na forma de posts e notícias de títulos tendenciosos nos nossos feeds das redes sociais.

A consciencialização da sociedade perante as adversidades que o nosso planeta enfrenta encontra-se mais presente do que nunca, o que nos leva a concluir que caminhamos para um futuro onde as pessoas tomarão as suas decisões em concordância com os likes que põe no facebook e as  suas incessantes partilhas de causas a favor do ambiente ou do combate à miséria que se vive em África ou na Ásia. Diga-se um futuro a pensar nas próximas gerações.   Até que ponto será este raciocínio o espelho do que estamos a viver?

No passado dia 23 de Novembro de 2018 em todo o país decorreu a Black Friday, para uma melhor conotação , a Sexta-feira negra (e que negra!).

A Black Friday surgiu nos Estados Unidos, e como uma praga espalhou-se pelo resto do mundo, sendo agora um dia de corrida às melhores promoções, onde a meta só é atingida depois de filas intermináveis, empurrões , gritos e violência.

Permitimos a nossa vitimização, para as mãos da publicidade manipuladora, indo na cantiga do marketing enganoso. Aceitamos o apelo ao consumismo que nos é enfiado pela goela abaixo, num grito desesperado que busca da nossa satisfação momentânea e supérflua. E lá vamos nós pagar metade do dobro do preço.

E aqui, enfia-se para debaixo de terra a sociedade ambientalista e consciente que julgávamos ter sofrido um crescendo nos últimos anos e, a boiar à tona, surge a sua faceta consumista no seu estado mais puro e perigoso.

A ânsia do ter e do possuir, o consumo de bens supérfluos, cujo o uso será vítima das mais curtas das efemeridades, sobrepõem-se ao consumo consciente  e à nossa falsa preocupação com o planeta Terra.

O crescimento da população mundial aliado ao consumismo,  encaminha-nos para o esgotamento dos recursos, para a crescente interferência do Homem nos ecossistemas. Porque o telemóvel topo de gama a menos 20% que comprámos vai ter um impacto pejorativo no oceano, e a mala que queríamos mesmo destruiu florestas.

Surge ainda a outra página, não menos negra, desta “quase tradição”  que é a Black Friday: o problema quase sempre ignorado de quem é que está por detrás das roupas que vestimos.

Milhões de crianças trabalham no mundo. Em países como a índia, o Cambodja e o Bangladesh, menores são explorados pela indústria do algodão e têxtil, sendo eles a mão de obra barata, mísera, por detrás do nosso casaco, dos nossos ténis e da nossa camisola preferida.

Milhões de crianças são esquecidas no momento de ânsia, de busca louca pela felicidade no materialismo, em que as portas das lojas abrem para se assistir ao espetáculo do ser humano no seu estado mais primitivo.

No mundo em que vivemos, onde os estados procuram estabelecer políticas de sustentabilidade, onde em sociedade temos em vista a preservação do planeta, deixaremos que a nossa atitude individualista e de excesso de consumo os leve em contra corrente, ou vamos remar todos para o mesmo lado?

Carolina Caramelo

Beautiful Boy – uma doce história de amargura (crítica)

Sofia Belém

“Overdose é a maior causa de mortalidade em pessoas abaixo dos 50 anos nos Estados Unidos”: é com esta estatística escrita no ecrã que termina o filme Beautiful Boy, um drama irrepreensível baseado nas memórias de um pai e um filho que experienciam na primeira pessoa a dor que o vício impõe a quem com ele luta, e aos seus entes queridos. Uma história de dor e esperança, perda e reencontro, que não poderia ter sido melhor contada, tendo obtido uma nomeação para melhor ator secundário nos Globos de Ouro por Timothée Chalamet.

 

Realizado por Felix van Groeningen, o filme procura mostrar o lado menos estereotípico de quem é, muitas vezes, marginalizado pela sociedade: afinal Nic Scheff (Timothée Chalamet) vem de uma família com posses, tem pais que, apesar de divorciados, estão aparentemente presentes na sua vida e foi aceite em diversas faculdades; no entanto, ele é um utilizador de todos os tipos de drogas, sendo especialmente viciado em metanfetaminas. Nic vive com o pai, David Scheff (Steve Carell), a madrasta (Maura Tierney) e os seus dois filhos pequenos. A relação entre pai e filho começa por ser retratada como próxima e feliz, apesar da personalidade com uma clara predisposição depressiva de Nic que, nas palavras do próprio pai, “passa os dias fechado no quarto a ler livros de escritores deprimidos”.

Numa noite em que Nic, desorientado pelo efeito das drogas, desaparece de casa durante dois dias, o pai decide colocá-lo num programa de reabilitação, onde lhe são apresentadas estatísticas promissoras: entre 25 e 80% de sucesso. Ele acaba, no entanto, por ceder ao impulso e fugir, sendo mais tarde encontrado pelo pai num estado deplorável, encharcado pela chuva e novamente sob o efeito da droga. “A recaída é parte da recuperação”: é com esta frase que a dona da clínica apazigua David, que irá repetir a frase ao filho numa das suas subsequentes recaídas.

À medida que o filme avança, questionamos a aparente proximidade da relação de Nic com o pai: afinal, este lida com a situação quase na posição de um médico e não de ente querido. Apesar da sua óbvia preocupação e tentativa incessante de ajudar o filho, a maioria das suas reações apresentam uma calma desconcertante e quase passiva, mais focada no tentar e menos no conseguir. Será este um dos motivos pelos quais Nic recai sempre no vício, apesar do seu  inerente desejo de se libertar? Mas, afinal, talvez o maior sinal de dor seja a incapacidade de a revelar e de lidar com ela; talvez um pai que acha que o filho está perdido não tenha outra opção que não seja
reprimir o desespero que dele se apodera.

Os eventos, desde cedo contados num tom amargo, vão-se tornando mais angustiosos ao longo do filme. Ao contrário do ditado, depois da bonança veio sempre a tempestade: mesmo após longos períodos de sobriedade, Nic vai recaindo sempre no vício, vivendo uma luta diária contra a escolha que quase lhe tirou a vida. A sensação de incapacidade e desespero vai crescendo na sala, amplificada pelo pormenor de edição que destaca o filme: as cenas de dor, luta e desamparo são alternadas com cenas do passado de Nic preenchidas de felicidade e banalidade, que poderiam certamente ter sido retiradas das memórias de qualquer um de nós; o espetador é deixado com o desejo e impotência de ajudar alguém que, afinal, não é assim tão diferente da si próprio, e no ar paira a questão: “poderia ter sido alguém que conheço?”

Timothée Chalamet, que aos seus apenas 22 anos já foi nomeado para Óscar e Globo de Ouro de melhor ator principal pelo filme Call Me By Your Name e vencedor de alguns prémios mais independentes pelo mesmo título, presenteia-nos com uma atuação crua, emocional e desinibida, ainda mais louvável do que qualquer sua atuação anterior, dando vida à sua personagem e conseguindo na perfeição provocar a conexão emocional do espetador com a dor e a luta de Nic, valendo-lhe uma nomeação para Globo de Ouro 2019 de melhor ator secundário pelo presente filme. Também Steve Carell, nomeado para Óscar de melhor ator principal em 2015 por Foxcatcher, apesar do seu papel menos emocionalmente carregado (pelo menos no exterior) consegue dar vida à dor apática de um pai que já quis um mundo para o filho, mas que agora só não o quer perder.

A banda sonora perfeitamente escolhida e a excelente mistura de som manipulam subtilmente as nossas emoções, fazendo-nos sentir a apatia de alguns momentos em contraste com a angústia enfurecedora de outros, o desespero de Nic e a dor de David. A fotografia, dirigida por Ruben Impens, submerge-nos na realidade inundada de toda uma miscelânea de sentimentos que as personagens vivem, tanto pelas cenas tingidas com as cores dos sentimentos das personagens como pelos planos filmados de forma a evidenciar os traços mais subtis das vivências mostradas.

“I almost turned on the gas again, but when the good moments arrived again I didn’t fight them off, like an alley, adversary. I let them take me, I luxuriated in them, I made them welcome home. I even looked into the mirror, once having thought myself to be ugly, I now liked what I saw, almost handsome, yes, a bit ripped and ragged, scares, lumps, odd turns, but all in all, not too bad”. É ao som da declamação emocionante por Timothée Chalamet do poema integral Let It Enfold You de Charles Bukowski que o filme termina, deixando na sala uma nota de esperança e nos olhos dos espetadores algumas lágrimas que teimam em sair.

Sombra estrelada

A noite estava trajada de negro, sem uma estrela que iluminasse o céu coberto de nuvens e saudade. A brisa gelada acariciava docemente quem se atrevia fora do calor do lar, arrepiando a pele mas confortando a alma banhada de solidão de quem, numa sensação agridoce, ansiava pela nostalgia que essa noite sempre trazia. Ecoavam passos nas ruas estreitas. Olhava à volta, observando as pessoas. Algumas apressadas, certamente atrasadas; poucas passeavam, calmamente apreciando o abraço do ar da temporada. Mas a maioria dos passos pertenciam ao silêncio, que ecoava ensurdecedoramente na calçada preta e branca. Os seus olhos atentos refletiam as luzes que, muito longe, cintilavam discretamente, como uma criança envergonhada que espreita por detrás da mãe. Demorou-se nas suas divagações, observando o tempo a não passar; a infinidade de observações que fazia cabiam num momento ínfimo. Retomou o passo e o caminho, com a firmeza de quem, sem ter um propósito, sabe para onde vai; estava agora sozinho, acompanhado apenas pela insolência do seu caminhar. Chovia; a água caía do céu com força, misturando-se as gotas de água e os raios de luz (ou seriam as gotas de luz e os raios de água?) numa mistura indecifrável. Tirou os olhos do céu, e avistou alguém. Alguém? Algo? Não distinguira a forma, mas detetara movimento, um movimento tão só nessa rua repentinamente vazia. Seguiu a sombra que o chamara, qual mistério clandestino. Caminhava, cada vez mais rápido, por entre ruas estreitas, salpicadas de reflexos nas poças deixadas pela chuva. Cada vez mais perto das luzes, o seu coração apertava. A cada esquina que dobrava avistava um rasto de névoa deixado pela sombra, ou seria um rasto de esperança? Já perdera a conta ao caminho que tomara, e começava agora a correr freneticamente, numa tentativa de alcançar a sombra que lhe escapava, qual passado que não quer ficar. Fixado de tal forma que estava no mistério que o chamava, a música que começava a ecoar parecia-lhe longínqua, pouco nítida, indigna de ser apreciada. O seu coração batia descontroladamente, mas as suas pernas não paravam e, aproveitando um momento de distração da sombra com a melodia cada vez mais alta, agarrou-a pela mão, certo de que não voltaria a escapar. O impulso final súbito fez com que escorregasse na calçada encharcada, estatelando-se como uma criança que joga à apanhada com o mundo. A dor fê-lo sair do estado de transe em que entrara, tão focado que estava, e finalmente interiorizou o que o rodeava. As luzes por que tanto ansiava brilhavam por cima do seu corpo caído, cintilantes laços, sinos e estrelas. Os tons de vermelho e branco enchiam o vazio de esperança, refletidos nas gotas que ainda caíam. Ouvia agora claramente a bela música, entoada por um coro de crianças cujos corações não têm ainda sombras para perseguir. O cântico, sabia agora, emanava da pequena igreja rodeada pela névoa ao lado do qual ainda permanecia imóvel. Olhou para o relógio: passavam sete minutos da meia noite do dia 25 de Dezembro; era noite de Natal. Olhou para a sombra, mais escura sob as luzes fortes, como ditam as leis da física. Mas, por mais escura que estivesse, sabia agora que já não a queria agarrar. E, de uma vez só, abriu a mão e a sombra libertou-se, dissipando-se levemente ao som da música que preenchia o seu lugar.

Sofia Belém

Adriana Passadouro

Vice-Chair

A Adriana entrou para a EMBS em 2016 como colaboradora do departamento de voluntariado EMBrace, onde ajudou a organizar atividades de voluntariado de modo a efetuar a ligação entre a comunidade estudantil e organizações de cariz social. Em 2017, aceitou o cargo de coordenadora deste departamento onde ajudou a desenvolver a “Give a Duck Campaign”, um projeto em crescimento durante todo o ano, com atividades mensais.
Durante este ano, teve contacto com o trabalho de toda a organização e a dedicação investida para que todos os departamentos funcionassem como um todo. Deste modo, em 2018, foi com enorme prazer que aceitou o cargo de Vice-Chair da direção da EMBS, de modo a ter a visão geral de todos os departamentos e continuar a desenvolver os projetos da organização da melhor forma.

 

Adriana joined EMBS in 2016 as a collaborator for the volunteering department – EMBrace, where she helped organise volunteering activities to connect the student community and social organizations. In 2017, she accepted the coordination position in EMBrace where she help develop “Give a Duck Campaign”, a growing project with monthly activities.
During this year, she became aware of how much work and dedication was invested into making sure every department ran with its activities. This way, in 2018, it was with great pleasure that she accepted the Vice-Chair position in EMBS’s board, in order to have an overall insight and to continue to develop every project in the organization in the best way.

Joana Nápoles

Innovation Manager

A Joana entrou para o IEEE-IST SB como colaboradora do projeto Younique no início do ano de 2018. No ano de 2018/2019 entrou para a EMBS-IST como Innovation Manager, cargo que ocupa atualmente, como membro ativo na direção. Neste cargo tem a oportunidade de garantir que cada iniciativa e departamento cresça da melhor forma, contribuindo para a motivação de cada equipa e o sucesso dos alunos da nossa instituição. As principais características que a movem são a sua paixão por ajudar o próximo e a sua ambição para fazer o seu melhor em tudo.
De momento, encontra-se ainda a colaborar com os projetos TISP, dinamizando desafios com intuito educacional para alunos de 2º e 3º ciclos, e Younique, vertente mais motivacional e de soft skills para oferecer aos estudantes universitários, do IEEE-IST SB.

 

Joana joined IEEE-IST SB as a collaborator of Younique in 2018. In the same year joined EMBS-IST as Innovation Manager and is an active member at EMBS-IST direction. At this position, she has the opportunity to guaranty that each initiative and department grows in the best way, contributing with motivation for every team and potentiating the success of every member of our institute. Her main characteristics are her passion for helping others and her ambition to always do her best.
At the time, she is also collaborating with the projects TISP and Younique from IEEE-IST SB.

Catarina Maia

Colaboradora – EMBrace

A Catarina entrou para a EMBS-IST em 2018 como colaboradora da iniciativa Embrace. Ao longo do seu 1º ano na faculdade sentiu que há muito mais para conhecer para além daquilo que se aprende nas aulas, viu então na EMBS-IST uma oportunidade única de poder estar ligada ao voluntariado e à Bioengenharia, áreas que tanto a fascinam. Com a sua força de vontade e de trabalho pretende contribuir para o desenvolvimento de novos projetos.

 

Catarina joined EMBS-IST in 2018 as collaborator of the Embrace initiative. Throughout her first year in college, she felt that there is much more to know beyond what’s learned in classes, so she saw in EMBS-IST a unique opportunity to be linked to volunteering and Bioengineering, areas that fascinate her so much. With her effort and work she intends to contribute to the development of new projects.

Marta Sousa

Colaboradora – EMBrace

A Marta entrou para a EMBS em 2018 para ocupar o cargo de colaboradora do EMBrace. Viu neste cargo uma oportunidade de aliar a engenharia a atividades de cariz social. Ao fazer parte desta equipa pretende contribuir com a sua criatividade e empatia de modo a desenvolver novos projetos para tornar o mundo um lugar melhor.

 

Marta joined EMBS in 2018 as an EMBrace’s collaborator. She took this position as an opportunity to combine engineering with social activities. Being a part of this team she intends to contribute with her creativity and empathy to develop new projects in order to make the world a better place.

João Simões

Colaborador IST Enterprise Challenge

João juntou-se ao EMBS-IST em 2018, como um dos colaboradores do projeto IST Enterprise Challenge. A esperança de se aproximar do mercado de trabalho, a vontade de adquirir capacidades práticas que não seriam possíveis de obter na universidade e a crença em dar estas oportunidades a outros alunos, levou-o a integrar a equipa do Nuno.
Além disto, acredita que as suas habilidades como a capacidade em trabalhar em equipa, trabalhar sob pressão, boa organização e boa capacidade comunicativa o tornam uma excelente adição à EMBS-IST.

 

João joined EMBS-IST in 2018, as one collaborator of IST Enterprise Challenge. The hope to approach the labor market, the will to acquire hard skills that could not be obtained at the university and the belief to provide these opportunities to other students, lead him to Nuno’s team.
Furthermore, he believes that his abilities such as the capacity to work under pressure, teamwork, good communication, and good organization, made him a great addition to EMBS-IST.

Joana Rijo

Colaboradora – CoLab Sessions

A Joana entrou para a EMBS-IST este ano como colaboradora nos CoLab Sessions. Entrou não só com o objetivo de ganhar mais conhecimentos associados à bioengenharia, mas também com o objetivo de contribuir com as suas capacidades de organização e persistência na realização das várias tarefas a desenvolver.

 

Joana joined EMBS-IST this year as a collaborator in the CoLab Sessions. She entered not only with the objective of gaining more knowledge associated with bioengineering but also with the goal of contributing with her organizational skills and persistence in carrying out the various tasks to be developed.

Mariana Carvalho

Colaboradora – CoLab Sessions

A Mariana entrou na EMBS-IST em 2018 como colaboradora nas Colab Sessions. A sua principal motivação é aprofundar o seu conhecimento relativamente à área da bioengenheria. Considera que as valências de um engenheiro em formação não se baseiam apenas nas aulas e exames. Por isso, integrar esta iniciativa é uma oportunidade de enriquecimento e de expansão de capacidades.

 

Mariana joined EMBS-IST in 2018 as a collaborator of Colab Sessions. Her main motivation is to deepen her knowledge within the bioengineering field. As far as she is concerned, the assets of an engineer in the making are not entirely accomplished in classes and exams. For that reason, being part of this initiative is an opportunity to enrich and expand her skills.

Marta Gonçalves

Coordenadora – CoLab Sessions

A Marta entrou para a EMBS em 2016 como colaboradora da iniciativa “IST Enterprise Challenge”.
Atualmente ocupa o cargo de coordenadora das CoLab Sessions. Um projeto que oferece aos alunos do IST a oportunidade de colaborarem com grupos de investigação na área da bioengenharia.

 

Marta first joined EMBS as a member of the “IST Enterprise Challenge” team.
This year, she is team leader of CoLab Sessions, a project with the goal of creating collaborations between researchers in the bioengineering and engineer students.

José Teixeira

IST-MedEngine Colaborator

Juntei-me à EMBS em 2018 para conseguir ter contacto directo com investigadores, professores e alunos que de outra forma nunca viria a conhecer, e para, através do nosso trabalho no MedEngine, dar a mesma oportunidade de contacto à comunidade académica.
Quase Mestre em Engenharia Biomédica e Biofísica, o meu principal interesse são as neurociências nas suas diversas abordagens. Em particular, gosto de programar como forma de resolver problemas.
Música, literatura, desporto, ciência e política são os meus maiores interesses fora da Engenharia Biomédica.

 

I joined EMBS in 2018 to have the direct contact with researchers, professors and students that otherwise I would never have and to, by means of our work at MedEngine, offer to opportunity to the academic community to have that same contact.
Almost a Master in Biomedical Engineering and Biophysics, my main interest are neurosciences in all its different approaches, In particular, I like programming as a way to solve problems.
Music, literature, sports, science and politics are my main interests outside Biomedical Engineering.

Catarina Carreira

Colaboradora – Departamento Eventos

A Catarina, estudante de Engenharia Biomédica, entrou para a EMBS-IST em 2018 como colaboradora no Departamento de Eventos pois desde sempre que tem um espírito organizador e queria aliar esse gosto ao seu curso, permitindo-lhe crescer e desenvolver novas capacidades.

 

Catarina, Biomedical Engineering student, joins to EMBS-IST in 2018 as a member of Events’ Department. Since ever she as an organized spirit and wanted to combine this spirit with her degree, allowing her to grow and develop new skills.

Beatriz Raposo

Colaboradora – Design

A Beatriz entrou para a EMBS-IST em 2018 como designer. Viu neste cargo a oportunidade de desenvolver novas competências associadas à comunicação e imagem, algo que sempre a cativou. Sempre disposta a aprender, pretende contribuir com a sua criatividade e perfeccionismo para tornar a imagem da EMBS a mais apelativa possível.

 

Beatriz joined EMBS-IST in 2018 as a designer. She took this as an opportunity to develop new skills associated with communication and image, something that has always interested her. Always willing to learn, she aims to contribute with her creativity and perfectionism to make EMBS’s image the most appealing possible.

Sofia Belém

Colaboradora – Media

Sendo uma pessoa com grande paixão pela ciência, cinema e cultura, a Sofia juntou-se em 2018 à equipa dos Media da EMBS com o objetivo de contribuir para este núcleo com algo que adora fazer: escrever sobre os seus principais interesses. Sendo uma pessoa proativa que não gosta de estar parada, isto permitiu-lhe conciliar o envolvimento numa atividade extracurricular com um dos seus principais hobbies. Isto tem-na ajudado a desenvolver o seu espírito de equipa e organização enquanto estimula a sua imaginação, contribuindo também para o seu gosto pela escrita e do seu desenvolvimento pessoal fora da vida académica.

 

Being a science, cinema and culture lover, Sofia joined in 2018 the Media department of EMBS, intending to contribute to this nucleus with something she loves doing: writing about her main interests. Being a proactive person that doesn’t like staying still, this allowed her to conciliate one of her main hobbies with the enrolment in an extracurricular activity. This has helped her in the development of organization and team working skills while stimulating her imagination; it also enhanced her love for writing and it contributed to her personal development outside of the academical life.

Rafael Alves

Colaborador – Website

O Rafael entrou para a EMBS em 2018 como colaborador do Website. Com vontade de aprender mais sobre web development, encontrou neste cargo uma forma de juntar este gosto com a oportunidade de ajudar a espalhar a mensagem da EMBS. Ao fazer parte desta equipa procura conseguir fazer chegar a EMBS aos olhos de ainda mais estudantes.

 

Rafael joined EMBS in 2018 as a collaborator in the organization’s Website. With a desire to learn more about web development, he found in this project a way to join this hobby with the opportunity to help spread the message of EMBS. By integrating this team, he wants to help make EMBS reach even more students.

Pedro Teixeira

Chair CS IEEE IST SB

Tendo entrado na equipa da CS em 2018, Pedro é um aluno bastante motivado e com grande gosto pelo trabalho de equipa. Entrou para o IEEE com o intuito de poder ajudar os seus colegas a fazer o curso de LEIC, inovando a aprendizagem de conceitos informáticos através da interatividade de workshops ou de eventos como a “CodeNight”, eventos estes que considera essenciais para uma evolução das suas competências técnicas e das que o acompanham.

Filipa Rocha

Vice-Chair do IEEE-IST SB

A Filipa juntou-se ao IEEE-IST SB em 2018 para poder partilhar do espírito de equipa e das oportunidades de estar neste núcleo! Começou por ajudar com as fotografias e vídeos de promoção e neste momento aceitou o desafio de ser Vice Chair do SB, responsável pela divulgação e o website. Enquanto se aprende a trabalhar em equipa é possível conhecer membros de outros SB em Portugal e pelo mundo partilhando experiências!

Ricardo Caetano

Vice-Chair CS IEEE IST SB

Aluno de Engenharia Informática e de Computadores, Ricardo é um aluno muito motivado a ajudar os outros, tendo entrado na equipa da CS em 2018 com o objetivo de colaborar com os membros do IEEE de modo a ajudar os colegas com Workshops, CodeNight e os Quickeees. Considera tais eventos essenciais para tanto as hard skills como para as soft skills.

Dora Lourenço

Colaboradora do IEEE IST SB TISP

Mariana Silva

Colaboradora do IEEE IST SB TISP

A Mariana juntou-se ao TISP EM 2018 e desde então tornou-se um membro sempre pronto a promover a engenharia enquanto saída profissional. Motivada por aqueles que a inspiraram a embarcar nesta área de estudos, a Mariana procura, através do TISP, inspirar outros a seguir o mesmo trilho no ensino superior.

Rui Nóbrega

Colaborador da CS IEEE-IST SB

Beatriz Cagigal

Colaboradora do IEEE-IST SB TISP

A Beatriz juntou-se ao IEEE IST Student Branch no início do ano letivo 2018/2019, mais concretamente ao TISP 2.0. O que mais motiva a Beatriz a dedicar-se a este projeto é a sua vontade de fazer algo em parte relativo a Engenharia, que não fosse diretamente relacionado com uma das cadeiras, como uma oportunidade de aprender e melhorar soft skills e deixar a sua marca .

Francisco Ferreira

Colaborador do IEEE-IST SB TISP

O Francisco, aluno de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, entrou para o IEEE na área do TISP em Setembro de 2018. Entrou para esta organização com o objectivo de divulgar a ciência e engenharia aos estudantes do ensino básico e secundário, de modo a que estes fiquem a conhecer as diversas opções existentes

Luis Medeiros

Colaborador do IEEE-IST SB TISP

Uma pessoa de variados interesses sendo um dos principais, a engenharia e a resolução de problemas da vida quotidiana. Valoriza a educação e a procura pelo conhecimento, pois são fatores importantes para a formação pessoal de bons cidadãos.

Mariana Viliotis

Colaboradora da IEEE-IST SB WiE

Filosofia de trabalho baseada no respeito. Criativa, inovadora, com capacidade de se adaptar à mudança e sempre com vontade de aprender mais!

Fábio Ramos

Membro do IEEE-IST SB CS

Aluno de Engenharia de Telecomunicações e Informática, tornou-se membro do IEEE Student Branch a setembro de 2018. Decidiu juntar-se à equipa responsável pela Computer Society de modo a colocar em prática os conhecimentos apreendidos durante a licenciatura e aplicá-los a situações do foco mais prático e atual.

Pedro Carlos

Membro do IEEE-IST SB CS

Tornou-se colaborador da Computer Society do IEEE Student Branch em Setembro de 2018. Aluno de Engenharia de Telecomunicações e Informática,
juntasse ao IEEE, para ajudar este grupo associativo a cumprir os seus objetivos. Sendo ele uma pessoa persistente e ambiciosa, entra também com intuito de trazer novas ideias e novas perspetivas, para encontrar soluções aos problemas que o IEEE pretende colmatar.

Luis Monteiro

Membro do IEEE-IST SB CS

O Luís iniciou o seu percurso enquanto colaborador do IEEE IST CS no ano letivo 2017/2018.
Desde essa altura tem participado não só na divulgação do IEEE durante a receção aos novos alunos, mas também na organização dos mais diversos eventos que decorrem ao longo do ano tais como, Code Nights e workshops na área da informática.
Atualmente vê no IEEE, no departamento da CS, uma oportunidade para crescer na área da informática, junto a um projeto e uma equipa com os quais se identifica.

Patrícia Correia

Membro do IEEE-IST SB CS

Aluna de Engenharia de Telecomunicações e Informática, é atual membro do IEEE Student Branch desde setembro de 2018,
como colaboradora da Computer Society.
Juntou-se ao IEEE de forma a potenciar uma maior partilha de conhecimento, e
fomentar assim o crescimento e partilha entre a comunidade, dentro das temáticas da área de
redes e da informática. Com o seu trabalho no IEEE, pretende evoluir as suas soft skills e aprender com os demais, pois acredita que seja uma mais valia para o seu crescimento pessoal.

Francisca Ferreira

Membro do IEEE-IST SB TISP

A Francisca entrou como colaboradora para o projeto TISP2.0 pois acha que é muito importante transmitir uma mensagem do que é a engenharia aos alunos do ensino básico e secundário. E também porque através deste projeto irá conseguir desenvolver competências pessoais.

Instituto de Sistemas e Robótica

O ISR-Lisboa é uma instituição de RD&I fundada em 1992. Os grupos de investigação aqui presentes desenvolvem atividades multidisciplinares nas áreas de robótica e processamento de informação. Com um ambiente multicultural os mais de 100 investigadores desenvolvem aqui trabalho na vanguarda da robótica, em constante parceria com institutos parceiros.

Institute for Biotechnology and Bioengineering

O Instituto de Bioengenharia e Biociências é um departamento de investigação, criada em 2013 no Instituto Superior Técnico. O trabalho aqui desenvolvido tem o propósito de contribuir para o avanço tecnológico e científico nas mais diversas áreas da biotecnologia e das biociências, desde o desenvolvimento de novas terapias clínicas com recurso a células estaminais, à análise da complexidade das respostas celulares a alterações ambientais.

INESC Microsistemas e Nanotecnologias

O INESC Microsistemas e Nanotecnologias é um instituto de investigação e desenvolvimento sem fins lucrativos, criado em Janeiro de 2002, cujas principais áreas de investigação são os campos promissores da Nanotecnologia, Bio-nanotecnologia e Nanociências. Portanto, o trabalho aqui desenvolvido está na vanguarda da micro e nanotecnologia, estando, particularmente, focado em aplicações eletrónicas na área da tecnologia biológica e biomédica.

Instituto de Biofísica e Engenharia Biomédica

O Instituto de Biofísica e Engenharia Biomédica (IBEB) é uma unidade de investigação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa fundado em 1992. A sua atividade centra-se na investigação e no ensino pós-graduado dos princípios biofísicos e das aplicações biomédicas que permitam uma melhor compreensão de algumas patologias humanas. A atividade científica do IBEB está organizada em 4 linhas temáticas transversais de investigação, nas quais participam os seus 14 membros doutorados.​

Instituto de Telecomunicações

Instituto de Telecomunicações (IT) is a private, not-for-profit organization, of public interest, a partnership of nine institutions with research and development in the field of Telecommunications IT mission is to create and disseminate scientific knowledge in the field of telecommunications. IT is actively involved in fundamental and applied research both at national and international levels. Simultaneously it is committed to foster higher education and training, by hosting and tutoring graduate and postgraduate students. it also plays its role towards public society with public awareness initiatives, knowledge transfer to industry, and by providing consulting services on a non-competing basis.​

Instituto de Medicina Molecular

O iMM Lisboa – Instituto de Medicina Molecular é considerado um dos principais institutos de investigação científica em Portugal. Oferece um ambiente científico dinâmico e vibrante, onde o objectivo é promover a investigação biomédica básica, clínica, e de translação. Aqui poderás encontrar laboratórios de células estaminais, neurociência, imunologia e oncologia.

O outro lado do filme “The Shape of Water”

“There are no boundaries for love”; “It’s the best film I’ve seen this year”; “It is at once a monster picture, a romantic fable, an ode to classic cinema, a parable of tolerance, and an espionage thriller”: Estes são alguns dos comentários ao filme, que este ano recebeu o mais prestigioso prémio dado pela Academia- o de melhor filme. Mas será esta apenas uma história de amor que salienta a diferença, a tolerância e a compaixão, num contexto de pura fantasia? Pois bem, talvez, depende do ponto de vista…

 

“The Shape of Water” dá-nos a conhecer uma história de amizade e amor improvável. Elisa, uma mulher que trabalha no centro de investigações do governo americano nos anos 60 (altura da guerra fria), conhece uma criatura aquática, um “homem-anfíbio”, que se encontra prisioneira do mesmo laboratório para estudo, acreditando-se que possa ser usado como forma de se elevarem em relação aos comunistas russos, vencendo-os na corrida espacial.

Ora bem, até agora nada de novo. Mas, e se analisarmos e observarmos com mais detalhe a personagem Michael Shannon, no filme? Esta aparenta estar em permanente stress, stress este, que é reflexo da paranoia e tensão que tomava conta do país (EUA) para se fazer notar, nomeadamente em relação a uma outra grande nação, a União Soviética. A personagem corporizada por Shannon não representa apenas o vilão da história, é muito mais do que isso. Consumido pela ideia de elevar novamente o povo americano (quase nos transporta para a tão recente afirmação proferida por Trump: “Make the America grate again”, o que acaba por ser irónico) aliada a sua forte personalidade, podemos mesmo afirmar que possui o diabo no corpo. Desta forma conseguimos perceber que realmente existe um outro lado mais negro, para além da tão bela história da “Bela e o Monstro” que nos envolve, que por sua vez nos questiona: O quão longe vai à ambição do homem? E de que forma e de que meios se serve para atingir os seus fins?

De facto, com base na vivência de cada um podemos afirmar com toda a certeza que não andamos todos, aqui na Terra, a fazer o mesmo, ou mais concretamente a agir com base nos mesmo objetivos, daí a expressão “E é por isso que o mundo não tomba”. Até aqui tudo bem, mas os meios usados por cada um é que podem levantar grandes controvérsias. Muitos de nos preferimos primar pelo bem (que à partida é o correto), mas sabemos que existem sempre aqueles “espertalhões” que ousam de pisar os que o rodeiam para se destacar. Em “The Shape of Water” o mesmo acontece, contudo para além desta “pisadela” ser feita sobre os outros, esta também é feita sob a Ciência e o Saber.

Soa estranho? Em primeira instância pode parecer que sim, mas as formas como os militares americanos se querem fazer notar em relação ao povo russo é conquistando o espaço, e para isso servem-se da ciência. Como é obvio, tal seria de esperar, uma vez que é só graças a ela e à pesquisa de novas informações, que novos resultados são obtidos. Sem trabalho, não há mérito, não é verdade? Contudo, no filme, esta investigação é feita segundo intenções, que por sua vez não são as melhores. Aqui, os militares servem-se de este meio com os piores objetivos.

Mas a ciência não deveria ter tal propósito. Esta adicionada ao Saber são das coisas mais extraordinárias que existem, visto que é graças a elas que somos o que somos neste momento, um povo evoluído e muito mais independente. Contudo, como vimos, esta é muitas vezes usada com não tão bons fins: exploração; guerra; egoísmo aledado à ambição. Um outro caso bem conhecido de todos nós é as fórmulas físicas conseguidas por Albert Einstein que possibilitaram, mesmo sem o seu real consentimento, a construção das armas mais mortíferas de todos os tempos, as bombas atómicas.

Desta forma, como futuros engenheiros ou até mesmo como simples cidadãos devemos interessarmo-nos e questionarmo-nos em relação ao que é feito à custa da Ciência e quais as consequências que surgirão após a sua prática. Claro que o filme “The Shape of Water” é apenas uma história de fantasia, mas como tantos filmes, tem o objetivo de gerar uma lição moral a sociedade. Apesar de esta lição, que aqui referi e quis mostrar, não ser a que vemos em primeiro plano, é importante olharmos e focarmo-nos também nos pequenos detalhes, visto que muitas vezes são nestes que se criam as grandes histórias, e estas podem ser reais.

Valentina Carvalho

    Dia 8 de Março.

Para alguns um dia banal, para outros motivo para gritar do fundo dos pulmões “Viva a Mulher!” , e ainda para outros tantos razão para deixarem sair de entre dentes “Mas se não há um dia para os homens, porque é que há um dia para as mulheres? Não é a igualdade que queremos?”. E ora aqui vai, uma resposta para estes últimos, e para todos os outros curiosos.

O meu nome é Carolina, tenho dezanove anos e sou mulher. Ninguém me perguntou, é verdade, mas hoje, de peito cheio e voz mais alta digo o que é para mim ser feminista e mulher, digo o que para mim significa este dia perdido no caos de outros trezentos e sessenta e quatro.

Pelos debaixo dos braços? Continuo a tirá-los, quando me apetece. Se passo à frente do meu namorado quando me abre a porta? Vamos alternando, não penso muito nisso. Se fui de vestido para o meu baile de finalistas? Fui. Uma grande amiga minha foi de fato. E que lindas. De calças, de saia, com pelo ou sem pelo, abrirem ou deixarem de me abrir a porta. É a isto que se resume? É isto que me inquieta? Não.

O que não me deixa ficar sentada na cadeira, resignando-me ao silêncio, são menos oportunidades e os salários desiguais. Segundo o estudo “Igualdade de género ao longo da vida: Portugal no contexto Europeu” pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, nas profissões menos qualificadas as diferenças salariais chegam a ultrapassar os duzentos euros, sendo que estas tendem a aumentar à medida que os salários sobem. Entre dirigentes, diretores, gestores executivos e representantes do poder legislativo e de órgãos executivos, os homens chegam a ganhar mais 900 euros do que as mulheres ( em Público, 8 de Março de 2019).

O que me inquieta é o assédio diário a descer a rua ao fim do dia. Piropos desagradáveis, a olhos de muitos inocentes, uma brincadeirinha sem importância dizem eles entre risadas e revirares de olhos que desprezam, a que me deixo submeter, por medo de me fazer maior que aqueles cinco homens encostados à parede.

E a lista de inquietações que ardem nos corações de tantas mulheres como eu, deixa-se prolongar de mansinho, de pé ante pé, entre uma sociedade que fecha os olhos à hipocrisia que lhe escorre das entranhas. É a discriminação judicial, a mutilação genital, é o casamento entre menores, é o “grab them by the pussy” , são 11, onze, ONZE mulheres mortas vítimas de violência doméstica no espaço de dois meses.

Já não é podermos sair de casa sozinhas, já não é o direito ao voto, já não é podermos participar numa maratona , já não são os direitos trabalhistas. E aqui reside a tão aguardada resposta. Dia 8 de Março, um obrigada aquelas que fizeram que já não fosse. Uma homenagem a todas as Mulheres que se manifestaram, que foram presas, que morreram, para que hoje pudéssemos ser Mulheres.

E este sentimento não cabe num dia só, mas se num dia só por enquanto cabe, que hoje se queira a igualdade, que hoje se lute, que hoje se grite. Vamos gritar, até que deixe de ser só hoje.

 

Carolina Caramelo

Isto Não é Amor

“Olho para ti e vejo o mundo, o nosso mundo. Nada mais importa aqui, só tu e eu. Desde aquele dia no parque em que te vi que não consigo deixar de pensar num futuro contigo. Não quero mais nada, nem mais ninguém. Só tu.”

“Olhas-me, tocas-me enquanto pensas. O que imaginas? O céu? O paraíso, talvez? Só tu… Como adoro essa forma como me admiras, e vês tudo que existe em mim. Que gratidão.”

“No que será que pensas? Em mim? Assim o espero. Quero que saibas o quanto és importante. Sabes disso, certo? Eu mostro-te, todos os dias. Não quero nem preciso de mais nada. De ti sou feito, a ti todo eu me entrego, dou-te comigo todo o mundo que por Deus foi feito. Bendito ao divino que sejas tu, o beijo da tua boca que que calorenta o peito, que me ferve e enlouquece. Quem me dera calar todas as vozes, quem me dera estarmos sempre a sós.”

“Eu sei, a ti também te quero. Só me queres bem, eu sei, e por ti aqui estou.”

“Olha para mim, nunca me desvies esses olhos que me alimentam a chama. Olha para mim. Para mim, e para mais ninguém. Ninguém te merece o olhar se não apenas eu. Não vale a pena quando não te podem dar tudo aquilo que só eu consigo. Sabes disso, certo? Não toques, não fales, não olhes.”

“Não quero nada se não a ti. Confia.”

“Não confio em ninguém, se não em mim. Eu sei, eu vejo, e sinto. Há olhares, há sussurros por aí entoados que chegam a mim. Não quero. Tu não queres. Eu protejo-te do mal que há espalhado nesse mundo cobiço e faminto. Não quero que te exponhas, quero que te protejas dessas moléstias. Quero que te feches em mim, não te mostres, apenas a mim me podes dar o prazer de te olhar e tocar.”

“Mas…”

“Vem, agarra-te a mim, veste este casaco, olha para o chão, onde nada te desejará, se não eu. Quero-te e desejo-te, como ninguém o fará. Só eu…. Vá, esconde-te! Guarda o que muitos querem olhar, defende-te da beleza que te foi destinada. Ela magoa, sabias? Apenas te abrigo do mundo que te ânsia, mas não te merece. Só eu te mereço, só eu te posso ter.”

“Mas quem sou assim, afinal? Um reflexo de ti e dos teus desejos? Uma miragem de mim, um cenário daquilo que quero ser? Não posso… larga-me e deixa-me viver como eu quero existir: LIVRE.”

“O que queres ser tu? Uma pessoa vadia, promíscua e vergonhosa de si própria? Não deixo. Pertences-me, tal como no princípio. Não te largarei, não te soltarei à sociedade salvagem e indomável que por aí anda. Não sobrevives sem mim, sabes? Não és nada só, não vales nada sem mim ao teu lado. Quem te quererá? A ti? Por favor… só eu te amo, mais ninguém. A mim me pertences, aqui ficarás.”

“Tens razão. Desculpa. Eu sei que o fazes para me proteger. Nunca mais te levantarei a voz. Desculpa.”

Homem ou Mulher? 30, 50, 70 anos? Quem a vítima? Qualquer um podia sê-lo. Isto não é amor, não é proteção e carinho. É vergonha e desdém pela pessoa que NÃO amamos. É VIOLÊNCIA.

Valentina Carvalho

Liberdade de agir

Abril, mês da liberdade. Liberdade: condição do ser que pode agir consoante as leis da sua natureza; capacidade própria do ser humano de escolher de forma autónoma, segundo motivos definidos pela sua consciência. Consciência… hipérbole da honra, da ética, da moralidade. Atributo que nos distingue dos animais com que partilhamos o planeta. Planeta esse que, na inconsciência da nossa liberdade, insistimos em devastar, destruir, matar.

Cafés em copos de plástico que vão acabar em aterros por cinco minutos de utilização; sacos de plástico para transportar aquelas três peças de fruta até casa; a hipocrisia de todos nós, eu sem dúvida incluída, de nos gabarmos tanto dos nossos atos sustentáveis que não nos fazem assim tanta diferença, enquanto teimamos em não substituir outros por questões de conforto menor.

Os tempos estão a mudar, sem dúvida. Cada vez mais entidades aderem aos copos reutilizáveis, cada vez mais pessoas utilizam sacos de pano, cada vez mais famílias reciclam. A união faz a força, mas não há esforço pessoal que consiga reverter os impactos absurdos das ações das grandes corporações. Quantas vezes compramos um chocolate que dentro da embalagem tem duas barras embaladas individualmente, gastando o triplo do plástico necessário? E, mais grave que tudo, as descargas sub-tratadas em rios e oceanos, as emissões desenfreadas de poluentes e gases de efeito de estufa que as entidades reguladoras insistem em desprezar?

É abominável que os EUA, apenas ultrapassados pela China em termos de emissões de gases de efeito de estufa, saiam do acordo de Paris, que em 2015 foi um dos passos mais importantes na luta contra o futuro desastroso para que nos encaminhamos a passos largos. É assustador saber que vários estudos indicam que, se a progressão das alterações se mantiver ao nível atual, o Oceano Ártico poderá ficar sem gelo até 2050; que as ondas de calor devastadoras serão mais e mais frequentes de aqui em diante. Estamos apenas em abril e já há regiões no interior de Portugal em seca extrema, algo que só costuma acontecer no Verão.

É este o planeta que queremos deixar para as futuras gerações? Queremos ouvir da boca dos nossos netos a pergunta de se ainda existiam ursos polares quando éramos novos? Se alguma vez fomos à Califórnia antes de ficar submersa?

Tive a oportunidade de visitar a instalação de arte Purple, da autoria de John Akomfrah, que consistia em seis grandes ecrãs a passar peças de vídeo sobre as consequências das alterações climáticas nas várias paisagens e ecossistemas do planeta. Eram imagens lindas seguidas de imagens reais de destruição, de sofrimento, que contrastavam com a bela cinematografia da sala roxa envolvente da instalação. Seria necessário não ter coração para assistir àqueles vídeos e não sentir um sufoco na garganta, não ficar com vontade de fazer algo.

Está na altura de refletirmos onde é que acaba a nossa liberdade e, enquanto sociedade, de assumirmos responsabilidade pelas nossas ações. Está na altura de abrirmos os olhos às consequências próximas e distantes, e de pormos mãos-à-obra, nem que seja em gestos simples (desde ações do dia-a-dia até ao de assinar petições que exerçam pressão sobre as entidades reguladoras ou governamentais para que algo seja feito). Está na altura de abandonar esta passividade imoral e ganhar verdadeiramente consciência ética; de trocar a liberdade de manter os velhos hábitos pela liberdade de agir. Está na altura de mudar.

Sofia Belém

21 de Abril

Boa Vista, Cabo Verde.

 

É difícil contar pelos dedos os relatos e testemunhos que ecoam na televisão, redes sociais e jornais, da pobreza extrema que se vive à volta do globo. Diariamente bombardeados com informação e imagens, achamos que vivemos conscientes deste problema, percepcionamos cada um à sua maneira e criamos as nossas concepções de como será levada a vida nesses países de terceiro mundo onde o sol não brilha. E que longe que estão. Uma distância que transcende os quilómetros de terra e oceano, uma distância impossível de percorrer para quem não vê, para quem não sente.

 

O sol brilha, deixando-se cair sobre as peles queimadas e secas, aqui onde o mar toca o céu e o céu toca o mar.

É já ali. Em cima da carrinha de caixa aberta entramos adentro, rasgando o pano que separa o centro de Sal Rei, onde os turistas balançam as câmaras ao pescoço, e o bairro onde são poucos os que se querem atrever a desbravar.

Os solavancos da carrinha empurram-nos pelas ruas de gente. Gente sentada no chão, gente encostada aos buracos que ocupam o lugar das portas, gente que passa, gente que não passa.

Para além do vento que nos leva o cabelo a dançar, ouvimos gritos e gargalhadas, são as pessoas que levantam os braços e nos cumprimentam, que nos dão as boas vindas a casa.

Travamos, saltamos cá para baixo e o pó que se levanta mistura-se no ar denso que ali se respira.

O cheiro é intenso e entranha-se, as casas não têm saneamento. Talvez seja demasiado ambicioso chamar casa às barracas e estruturas de betão inacabadas de onde saem crianças a correr em todas as esquinas.

E quando estás aqui, finalmente no terceiro mundo, não sabes mais o que concetualmente tinhas imaginado, não sabes mais o que estás a sentir. Revolta, talvez. Até que duas meninas de seis anos correm até ti, te agarram nas mãos e ali ficam, a rirem, a tocarem e a olharem as tuas mãos, como se tivessem descoberto o mundo. E aí o que sentes já não é revolta, ou se calhar é uma revolta ainda maior.

De carrinho de mão passa um rapaz de sete anos. Esteve a trabalhar e agora vai para casa ter com o pai. Uma mulher que dentro de casa guarda os inúmeros bebés daqueles que durante o dia têm o que fazer, dois irmãos que recebem as duas maçãs que tirei da mochila e o que deixam transparecer é alguma coisa entre a alegria e o embaraço, porque a felicidade que sentem é daquelas que não se sabe mostrar.

Algumas pessoas de mochila esperam o autocarro que, pronto para uma viagem ao mundo paralelo da ilha, os vem buscar para irem trabalhar para os hotéis de luxo a poucos quilómetros dali. O resto deambula de um lado para o outro ou deixa-se estar em quietude, ao som da música que preenche o espaço que ali há entre o chão e as nuvens.

A fruta e os amendoins vendem-se à beira dos caminhos, os pneus deixam-se rolar pelas mãos das crianças e as bolas pelos pés. Dança-se e ri-se. O tempo ali não passa.

Como pode uma vida tão dura ser tão leve. Será isto a liberdade no seu estado mais puro ou a falta dela? Afinal, quanta liberdade pode o dinheiro comprar?

O sol brilha.

Carolina Caramelo

Cérebro – Mais Vasto Que O Céu

“The Brain – is wider than the Sky-/ For – put them side by side-/ The one the other will contain/ With ease – and You – beside”. É esta a primeira estrofe do poema de Emily Dickinson que deu nome à nova exposição da Gulbenkian, que nos transporta de forma interativa numa viagem sobre a origem, complexidade e mistérios do cérebro.

Esta presenteia-nos com variadas experiências interativas relacionadas com diferentes temáticas. Uma das mais fascinantes terá sido, talvez, a “Orquestra de Cérebros”: quatro voluntários colocam capacetes equipados com tecnologia de eletroencefalografia (EEG), que registam as ondas cerebrais produzidas pelo cérebro. O registo é transmitido em tempo real para um computador que traduz estas ondas numa agradável melodia que serve de música de fundo a toda a exposição. Nesta zona existiam também vários jogos relacionados com memória, reflexos, o efeito Stroop e muitos outros.

Também a parte das interfaces cérebro-computador foi extremamente interessante. Estas tecnologias contribuem para melhorar movimentos, autonomia e funções cognitivas de pessoas que perderam uma ou mais destas capacidades, tornando-as de extrema importância, mas podem também ser usadas para transformar sinais cerebrais em comandos que controlam objetos ou dispositivos externos, desde cadeiras de rodas e cursores de computador, a simples jogos para pura diversão, como é o caso do Mindball. Nesta atividade interativa, dois jogadores competem pelo controlo de uma bola – ganha quem fizer a bola chegar ao outro lado da mesa. Esta bola é controlada por um íman colocado sob a mesa, que por sua vez se encontra ligado a um computador. Este determina a posição do íman (e, portanto, da bola) utilizando a atividade cerebral dos jogadores, mais uma vez medida por técnicas de eletroencefalografia. Ganha o jogador mais concentrado e relaxado – o melhor é mesmo fechar os olhos e pensar em algo metódico.

A última parte da exposição era dedicada à inteligência artificial. Esta define-se como sendo a aptidão de uma máquina para ações/ decisões inteligentes, sendo que inteligência se relaciona com o desempenho na resolução do problema específico para que foi criado. Um princípio fundamental é o conceito de algoritmo, ou seja, um conjunto de regras que seguem determinados passos pré-definidos. Uma vez que um algoritmo se destina principalmente a resolver problemas específicos não é autónomo, com exceção de “códigos auto-modificáveis” (que têm a capacidade de alterar o seu próprio algoritmo de aprendizagem, mas que têm tido utilidade limitada). Nesta parte podemos ler, por exemplo, sobre Alan Turing, sobre um robot (com colaboração do IST) destinado a ajudar com crianças no espetro do autismo e sobre um algoritmo (AlphaZero) que, por ter uma forma de aprendizagem inspirada na mente humana (aprendizagem por reforço), conseguiu com apenas quatro horas de treino derrotar num jogo de xadrez o melhor algoritmo até essa altura (StockFish): enquanto StockFish utilizava força bruta, analisando 60 milhões de posições por segundo, AlphaZero utilizava uma estratégia mais dependente do contexto, avaliando apenas cerca de 60 mil hipóteses.

Numa vertente mais teórica, a exposição apresenta uma parede com vários painéis que exploram a evolução da perceção do cérebro e da mente (e, naturalmente, da sua conexão) ao longo da história do Ser Humano. No antigo Egito, por exemplo, existiam já papiros com descrições pormenorizadas do cérebro, e encontrou-se mesmo uma descrição de um caso de perturbações da fala causadas por uma lesão temporal. No entanto, as práticas de mumificação
sugerem que o órgão atribuído à mente era não o cérebro, mas sim o coração – antes da sepultação, preserva-se o coração no corpo enquanto o cérebro era descartado. Nos tempos da antiguidade clássica, a mente distribuía-se por três órgãos: o coração para as emoções, o fígado para os desejos e o cérebro para o raciocínio e consciência (daí o símbolo universal do amor ser, ainda hoje, o coração). O primeiro a unificar os conceitos de mente e cérebro foi Hipócrates nos anos 400 a.C., visão que se foi consolidando no pensamento Ocidental nos primeiros séculos a.C. O dualismo mente-cérebro está grandemente difundido no pensamento ocidental, tendo sido defendido por René Descartes, por exemplo, apesar de hoje em dia as neurociências explicarem que a atividade mental é um processo físico do cérebro.

O Cérebro continua a ser, hoje em dia, um dos mais fascinantes órgãos, e uma das temáticas mais interessantes para os curiosos científicos ou para o público em geral. Miúdos ou graúdos, entendidos ou curiosos, ninguém sairá desiludido desta exposição, que estará na Gulbenkian até 10 de Junho de 2019.

Sofia Belém

O Cérebro Dependente

Mil milhões de pessoas em todo o mundo são fumadoras, quase um em cada vinte adultos é dependente de álcool, mais de três milhões de mortes por ano no mundo estão associadas a este, noventa e um americanos morrem todos os dias devido a overdoses de drogas. O que move cegamente estas pessoas que entram num loop vicioso, que pode nunca ter um fim? O desejo insaciável, as obsessões e compulsões incontroláveis. A emoção súbita, a constante e cíclica procura de elevar a fasquia de modo a continuar a sentir o êxtase e o coração a palpitar.

Como funciona este processo de autodestruição, alimentado por hábitos compulsivos, continua a ser motivo de estudo entre a comunidade científica que procura uma saída deste ciclo que prende dezenas de milhões de pessoas à volta do globo.

A dependência apropria-se das vias neuronais do cérebro remodelando os circuitos neuronais de modo a atribuir um valor supremo seja ao álcool, drogas, tabaco ou até mesmo ao jogo, em detrimento de outros interesses como a família, o trabalho, a saúde ou a própria vida.

Até há pouco tempo a ideia de reparar as ligações cerebrais para combater a dependência pareceria improvável. Contudo, o avanço tecnológico e os progressos da neurociência vieram modificar radicalmente as noções convencionais sobre a dependência.

O que os cientistas referem há anos é que dependência é uma doença e não um fracasso moral, não sendo necessariamente caracterizada por uma dependência física ou abstinência, mas sim pela repetição compulsiva de uma atividade, apesar das consequências nocivas que esta última possa ter para a vida. Tal ponto de vista, levou muitos cientistas a aceitar a ideia de que é possível existir dependência sem drogas. Alguns creem mesmo que muitos atrativos da vida contemporânea, como o fast food, as compras e os smartphones são potencialmente viciantes devido aos efeitos poderosos que exercem no sistema de recompensa do cérebro – o circuito subjacente à compulsão, uma parte primitiva do cérebro que existe para garantir que procuramos aquilo que queremos e alerta nos para sons, odores e imagens que nos possam encaminhar até lá.

Anna Rose Childress, diretora do Brain-Behavioral Vulnerabilities Laboratory of the Center for Studies of Addiction, e outros cientistas têm tentado desvendar os mistérios da dependência estudando o sistema de recompensa. Grande parte da investigação implica a introdução de pessoas dependentes de drogas no tubo de um equipamento de ressonância magnética que detecta o fluxo sanguíneo no cérebro como uma forma de analisar a atividade neuronal. Através de algoritmos complexos de aplicação de códigos cromáticos, os exames cerebrais são convertidos em imagens identificadoras dos circuitos que são ativados quando o cérebro deseja algo.

O nosso sistema de recompensa opera no reino do instinto e dos reflexos, prejudicando-nos num mundo que nos dá a oportunidade de satisfazermos desejos vinte e quatro horas por dia.

O desejo depende de um conjunto complexo de ações cerebrais, mas a ciência defende que o seu interruptor é, provavelmente, um pico num neurotransmissor chamado dopamina. A dopamina é um mensageiro químico que transmite sinais pelas sinapses e desempenha diversos papéis no cérebro, podendo aumentar aquilo a que os cientistas chamam de saliência ou o apelo motivador de um estímulo.

O consumo de cada tipo de droga, por exemplo, afeta a química cerebral de uma maneira específica, mas todos provocam um aumento dos níveis de dopamina para lá do normal, sendo que o neurotransmissor de uma maneira muito poderosa causa o desejo.

Mas quão poderosa pode ser a dopamina? Peguemos no exemplo em que fármacos que imitam a dopamina natural são administrados a doentes de Parkinson, sendo que a doença destrói as células produtoras de dopamina, afetando principalmente o movimento. Estes fármacos aliviam os sintomas, mas cerca de 14% dos pacientes desenvolvem dependências associadas ao jogo, pornografia, compras, comida, ou até mesmo ao próprio fármaco.

Através da aprendizagem, os sinais ou alusões a recompensas passam a provocar explosões de dopamina. Anne Rose demonstrou que as pessoas dependentes não precisam de registar conscientemente uma alusão para o sistema recompensa ser ativado. Examinou o cérebro de 22 pessoas a recuperar da dependência de cocaína enquanto fotografias de objetos relacionados com drogas passavam diante dos seus olhos durante 33 milissegundos, não sendo, portanto perceptíveis. Foram ativadas as mesmas zonas do circuito de recompensa estimuladas quando as alusões a droga era claramente visíveis.

Estas conclusões vieram explicar recaídas de doentes que não conseguiram explicar o porquê destas, não se apercebendo dos indícios do vício que haviam desencadeado a recaída, fazendo o bom velho sistema de recompensa tilintar.

A ciência tem sido mais bem sucedida a identificar o que corre mal no cérebro viciado do que a encontrar formas de corrigi-lo. O caminho até lá continua.

Carolina Caramelo